domingo, 25 de julho de 2010

Combatendo o legalismo com a cruz. C. J. Mahaney

Posted by Angelo Bazzo on 15:55 | No comments

A doutrina da justificação deve ser constantemente reforçada e revisitada, como Martinho Lutero estava bem ciente. Seu duro conselho: “Bata com isso em suas cabeças de forma contínua.” Precisamos continuamente aplicar e valorizar a verdade da justificação em nossas vidas – diariamente. Se não o fizermos, vamos nos encontrar suscetíveis a um dos inimigos mais sutis e graves da Igreja: o legalismo.
Legalismo envolve tentar ganhar aceitação de Deus através de nossa própria obediência. Nós temos somente duas opções: ou receber a justiça como um dom dado por Deus ou tentar gerar a nossa própria justiça. O legalismo é a tentativa de ser justificado através de alguma outra fonte que não seja Jesus Cristo e sua obra terminada.
Aderir ao legalismo é acreditar que a cruz era desnecessária ou insuficiente (Gl 2:21; 5:2). Se você tem sido legalista, essa é uma interpretação precisa da sua motivação e de suas ações, mesmo se você ainda concorda mentalmente com a necessidade do sacrifício de Cristo. Em nossa busca legítima por obediência e maturidade, o legalismo lentamente e sutilmente toma conta de nós, e nós começamos a substituir as nossas obras pelo trabalho acabado de Jesus. O resultado é ou arrogância ou condenação. Em vez de crescer na graça, abandonamos a graça. Essa foi a avaliação que Paulo fez da igreja da Galácia, quando escreveu: “Vocês que estão tentando ser justificado pela lei foram alienados de Cristo, vocês têm caído da graça” (Gl 5:4).
Se você já tentou viver dessa forma, você já deve ter aprendido que legalismo é tão fútil quanto frustrante. Toda tentativa legalista de se auto-justificar inevitavelmente termina em fracasso. No decurso dos anos, aprendi a reconhecer alguns sinais característicos da presença do legalismo. Aqui vão alguns deles:
• Você é mais consciente dos seus pecados do passsdo do que é consiente da pessoa e da obra acabada de Cristo.
• Você vive pensando, acreditando e sentindo que Deus está desapontado com você em vez de se alegrando em você.
• Você acha que a aceitação de Deus a você depende da sua obediência.
• Falta alegria em você. (Esse é geralmente um indicativo da presença do legalismo. Condenação é o que acontece quando pesamos nossa deficiência; Alegria é o que acontece quando consideramos a suficiência de Cristo.)
Você tem sido ludibriado pela súbita presença do legalismo? Se sim, cuidado. Ele tende a se espalhar em vez de permanecer restrito (Gl 5:9 diz: “Um pouco de fermento leveda toda a massa”). O legalismo deve ser removido.
A única forma eficaz de se desarraigar o legalismo é com a doutrina da justificação. Se você tem negligenciado ou ignorado essa doutrina, então tome alguma atitude drástica para mudar. Tire tempo dia-a-dia para revisar, reler e se alegrar nessa verdade maravilhosa e objetiva. Restrinja sua dieta espiritual ao estudo da justificação até que você tenha certeza da aceitação de Deus, segurança no seu amor e libertação do legalismo e da condenação.
A crucificação de Jesus Cristo foi o acontecimento mais decisivo da história. Sinclair Ferguson precisamente declarou o seguinte:
“A Cruz é o coração do evangelho. Ela faz o evangelho ser boa notícia: Cristo morreu por nós. Ele permaneceu no nosso lugar diante do juízo de Deus. Ele suportou os nossos pecados. Deus fez algo na Cruz que nunca poderíamos fazer por nós mesmos. [...] A razão por que nos falta segurança na sua graça é porque deixamos de focar o local onde ele no-la revelou”.
Onde você vai focar a sua atenção? Nos seus pecados do passado, no seu estado emocional atual, nas áreas de seu caráter em que você ainda precisa crescer? Ou você vai centrar-se na obra consumada de Cristo? O legalismo não precisa motivá-lo. Condenação não precisa atormentar você. Deus já justificou você.
Traduzido por Gustavo Vilela | iPródigo

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Reflexões sobre livre arbítrio.

Posted by Angelo Bazzo on 15:20 | No comments

Antes da queda de Adão, o homem sem pecado era capaz de pecar. Pelo que Deus disse: “No dia em que dela comeres, certamente morrerás”. (Gênesis 2:17) Assim que Adão caiu, o homem pecador não era capaz de não pecar, uma vez que éramos descrentes, e “o que não provém da fé é pecado”. (Romanos 14:23)

Quando nascemos de novo, pelo poder do Espírito Santo, somos capazes de não pecar, porque “o pecado não terá domínio sobre vós”. (Romanos 6:14) Isso significa que o que Paulo chama de “homem natural” ou “pendor da carne” não é capaz de não pecar. Paulo diz isso em Romanos 8:7-9.

A mente que está fixa na carne é hostil contra Deus, por causa disso não se submete à lei de Deus. De fato, não pode. Aqueles que estão na carne não podem agradar a Deus. (Veja também em 1 Coríntios 2:14) Então, o que devemos pensar sobre o livre arbítrio? Não é um poder salvador. Em sua liberdade de escolha, o homem caído não pode, por si próprio, fazer nada além de pecar. Tal “livre arbítrio” é uma realidade devastadora. Sem qualquer poder para superar sua tendência, nosso livre arbítrio somente nos maldiz.

Poderíamos parar por aqui e voltar com alegria à verdade do Evangelho de que Deus supera nossa resistência, nos dá vida, estimula nossa inclinação morta a Cristo, e livremente e irresistivelmente nos atrai a Ele. (João 6:44-65, Atos 13:48, Efésios 2:5, II Timóteo 2:25-26) Mas isso às vezes ajuda a responder objeções. Uma objeção comum é que, se nós “não podemos” fazer o que é certo e “só podemos” fazer o que é pecado, então nós não estamos agindo voluntariamente e não podemos ser exaltados ou culpados.

Eis aqui parte da resposta de João Calvino a essa objeção:

    A bondade de Deus é tão conectada com sua Divindade que não é mais necessário ser Deus para, então, ser bom; enquanto que o diabo, pela sua queda, foi tão apartado da bondade que não consegue fazer nada senão o mal.

    Deveria alguém expressar com escárnio profano que pouco louvor é devido a Deus por uma bondade à qual é forçado? Não é óbvio a todo homem responder: “Não é devido a um impulso violento, mas pela bondade sem limites, que ele não pode fazer mal?”

    Portanto, se o livre arbítrio de Deus em fazer o bem não é impedido, porque ele necessariamente precisa fazer o bem? Se o diabo, que não pode fazer nada a não ser o mal, ainda assim peca voluntariamente, pode ser dito que o homem peca menos voluntariamente porque está debaixo da necessidade de pecar? (Institutas, II.3.5)

Fonte : http://voltemosaoevangelho.blogspot.com/search/label/A%20-%20Doutrinas%20da%20Gra%C3%A7a

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quarta-feira, 21 de julho de 2010

A NECESSIDADE DE SANTIDADE

Posted by Angelo Bazzo on 16:12 | No comments


Em último lugar, devemos ser santos porque sem a santidade na terra nunca estaremos preparados para desfrutar do céu. O céu é um lugar santo. O Senhor do céu é um Ser santo. Os anjos são criaturas santas. A santidade está estampada em tudo quanto existe no céu. O livro de Apocalipse expressa: “Nela nunca jamais penetrará cousa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira!” (Ap 21.27).

Apelo solenemente a todos quantos lêem essas páginas: como poderemos nos sentir felizes e à vontade no céu, se morrermos destituídos de santidade? A morte não opera automaticamente alguma transformação. O sepulcro não impõe qualquer alteração. Cada indivíduo haverá de ressuscitar com o mesmo caráter com que deu seu último suspiro. Onde será o nosso lugar, se vivermos hoje estranhos à santidade?

Suponhamos por um momento que você tivesse a permissão de entrar no céu sem santidade. O que você faria? Qual prazer você poderia usufruir ali? A qual dentre todos os santos você se achegaria; ao lado de quem você se sentaria? Os prazeres dele não seriam seus prazeres, os gostos deles não seriam os seus gostos, o caráter deles não corresponderia ao ser caráter. Como você poderia sentir-se feliz, se não tivesse sido santo neste mundo?

Atualmente, talvez você prefira a companhia dos negligentes e dos descuidados, dos dotados de mente mundana e dos cobiçosos, dos farristas e dos que buscam prazeres, dos ímpios e dos profanos. Porém, não haverá tais tipos de pessoas no céu.

Atualmente, talvez você sinta que os santos de Deus são por demais rigorosos, solenes e sérios. Você prefere evitar a companhia deles. Você prefere evitar a companhia deles. Você não se deleita na sua companhia. Porém, não haverá outro tipo de companhia lá no céu.

Atualmente, talvez pense que a oração, a leitura da Bíblia e o cântico de hinos evangélicos seja algo enfadonho e melancólico, uma atividade estúpida, algo que pode ser tolerado vez por outra, mas não usufruído com satisfação. Talvez você considere o descanso dominical um fardo e uma canseira; você não poderia passar senão uma pequena fração deste tempo adorando a Deus. Lembre-se, entretanto, de que o céu será um interminável descanso dominical. Os seus habitantes descansarão ali, noite e dia, entoando hinos de louvor ao Cordeiro e exclamando: “Santo, santo, santo é o Senhor Deus, o Todo-poderoso”. Como é que um homem profano poderia encontrar prazer numa ocupação como essa?

Você imagina que uma pessoa profana se deleitaria em encontrar-se com Davi, Paulo e João, após uma vida inteira desperdiçada exatamente na prática daquilo contra o que eles falaram? Porventura, ele tomaria um doce conselho com esses personagens e descobriria que tinham muito em comum? Acima de tudo, você imagina que tal pessoa se regozijaria em encontrar-se com Jesus, o Crucificado, face a face, após ter se agarrado aos pecados por causa dos quais Ele morreu; depois de haver amado os seus inimigos e desprezado os seus amigos? Poderia tal pessoa pôr-se de pé diante de Cristo, com toda confiança, unir-se ao coro santo, dizendo: “Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Is 25.9)? Antes, você não pensa que os lábios de uma pessoa profana se calariam de tanta vergonha, e que o seu único desejo seria ser expulso dali? Tal indivíduo se sentiria um estranho em uma terra desconhecida, uma ovelha negra em meio ao santo rebanho de Cristo. A voz dos querubins e dos serafins comporiam uma linguagem que ele não seria capaz de entender. O próprio ar lhe pareceria uma atmosfera irrespirável.

Não sei dizer o que outros pensariam a esse respeito, mas, para mim, é claro que o céu seria um lugar insuportável para um homem mundano. Não poderia ser de outro modo. As pessoas podem dizer, de maneira vaga: “Eles têm a esperança de chegar ao céu”. Entretanto, eles assim o dizem por não considerarem o que estão dizendo. Deve haver um certo preparo para a “herança dos santos na luz” (Cl 1.12). Nosso coração precisa estar sintonizado com essa herança. Para chegarmos ao descanso da glória, teremos de passar pela escola do treinamento na graça. Teremos de ser dotados de mente celestial, de gostos celestiais na vida que agora é, porquanto, de outro modo, jamais nos encontraremos no céu.

J.C RYLE

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O PECADO 2

Posted by Angelo Bazzo on 13:00 | No comments

3. No tocante à extensão dessa vasta enfermidade moral do homem, chamada pecado, cuidemos para não errar. A única base segura é aquela dada pelas Escrituras. “Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração”; “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto” (Gn 6.5; Jr 17.9). O pecado é um mal que permeia e percorre todas as partes de nossa constituição moral, bem como cada faculdade de nossa mente. A compreensão, os afetos, o poder de raciocínio, a vontade; tudo está, em certa medida, infeccionado pelo pecado. A própria consciência está tão cega que dela não se pode depender como guia seguro. Ela tanto pode conduzir o homem para o erro quanto para o que é certo, a menos que seja iluminada pelo Espírito Santo. Em suma, “Desde a planta do pé até à cabeça não há nele cousa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas” (Is 1.6). O mal pode ser velado sob uma fina cortina de cortesia, polidez, boas maneiras ou decoro exterior; mas jaz profundamente em nossa constituição.Admito plenamente que o homem tenha ainda qualidades grandes e nobres e que demonstre imensa capacidade nas artes, ciências e literatura. Porém, permanece o fato de que nas coisas espirituais o homem está totalmente “morto”, destituído de qualquer conhecimento, amor ou temor a Deus. As excelências do homem estão de tal modo entremeadas e mescladas com a corrupção que o contraste somente põe em destaque a verdade e a extensão da queda. Que uma e a mesma criatura seja tão elevada em algumas coisas e tão vil em outras; tão grande, mas tão pequena; tão nobre, mas também tão envilecida; tão notável em sua concepção e execução de coisas materiais, mas tão baixa e rasteira em seus afetos; capaz de planejar e erigir edifícios como aqueles de Carnaque e Luxor, no Egito ou o Partenon de Atenas e, no entanto, adorar deuses e deusas imorais, pássaros, feras e répteis; que possa produzir tragédias como as de Ésquilo e Sófocles e histórias como as de Tucídides, e, no entanto, ser escrava de vícios abomináveis como aqueles descritos no primeiro capítulo da epístola aos Romanos. Tudo isso tem servido de profunda perplexidade para aqueles que zombam da “Palavra escrita de Deus”, escarnecendo de nós como “bibliólatras”. Porém, esse é um nó que podemos desatar com a Bíblia na mão. Podemos reconhecer que o homem tem todos os sinais de um templo majestoso em sua pessoa; um templo no qual Deus antes habitou, mas que agora jaz em completa ruína; um templo no qual uma janela despedaçada aqui ou uma entrada acolá, ou uma coluna derrubada ali adiante ainda nos dá uma pálida idéia da magnificência do plano original, embora, de uma extremidade à outra, tenha perdido a sua glória e decaído de seu exaltado estado anterior. De modo que afirmamos que coisa alguma soluciona o complicado problema da condição humana, senão a doutrina do pecado original ou inato e os esmagadores efeitos da queda.
Ademais, lembremo-nos de que cada parte do mundo dá testemunho do fato que o pecado é a enfermidade universal de toda a humanidade. Pesquisemos o globo de leste a oeste e de um pólo ao outro, rebusquemos todas as nações de todos os climas, nos quatro quadrantes da terra, procuremos em cada classe e nível social de nosso próprio país, do mais elevado ao mais humilde, sob cada circunstância e condição; o relatório será sempre o mesmo. As mais remotas ilhas no oceano Pacífico, completamente separadas da Europa, da Ásia, da África e da América, fora do alcance do luxo oriental e da arte e literatura ocidentais; ilhas habitadas por povos que ignoram livros, dinheiro, vapor e eletricidade; não contaminados pelos vícios da civilização moderna – existentes nestas ilhas remotas, quando descobertas, têm sido encontradas as piores formas de concupiscência, de crueldade, de engodo e de superstição. Se seus habitantes não conhecem outra coisa, pelo menos conhecem o pecado! Por toda a parte, o coração humano é enganoso “mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto” (Jr 17.9). Da minha parte, desconheço prova mais decisiva da inspiração do livro de Gênesis e do relato mosaico sobre a origem do homem do que o poder, a extensão e a universalidade do pecado. Se admitirmos que a humanidade inteira deriva-se de um único casal e que esse casal caiu no pecado, conforme nos diz Gênesis 3, o estado da natureza humana por toda parte pode ser facilmente explicado. Mas, se negarmos esse fato, conforme muitos o fazem, imediatamente nos veremos envolvidos com dificuldades inexplicáveis. Em suma, a uniformidade e a universalidade da corrupção humana supre uma das mais incontestáveis instâncias das enormes dificuldades que os
incrédulos têm de enfrentar.

Afinal, estou convencido de que a maior prova da extensão e do poder do pecado é a persistência com que ele se apega ao homem, mesmo depois deste ser convertido e tornar-se alvo das operações do Espírito Santo. Usando a linguagem do artigo nono: “Essa infecção da natureza permanece – sim, mesmo nos regenerados”. Tão profundamente implantadas estão as raízes da corrupção humana que, mesmo depois de termos sido regenerados, renovados, lavados, santificados e justificados, feitos membros vivos de Cristo, essas raízes permanecem vivas no fundo de nosso coração. Tal qual o mofo nas paredes de uma casa, nunca nos livraremos delas, enquanto não for dissolvida esta casa terrestre deste nosso tabernáculo. Sem dúvida, o pecado não mais exerce domínio no coração do crente. Está contido, controlado, mortificado e crucificado pelo poder expulsivo do novo princípio da graça divina. A vida do crente é uma vida de vitória e não de fracasso. Mas os próprios conflitos que continuam em seu peito, a luta na qual ele se vê empenhado a cada dia, a vigilância que ele é forçado a exercer sobre seu homem interior, a guerra entre a carne e o espírito, os “gemidos” íntimos que ninguém conhece, senão aquele que os experimenta – tudo isso testifica da mesma grande verdade, tudo mostra o enorme poder e a vitalidade do pecado. Poderoso, de fato, deve ser o adversário que mesmo depois de crucificado, continua vivo! Feliz é o crente que compreende isso e não tem confiança na carne enquanto se regozija em Cristo Jesus; e ao mesmo tempo em que diz: “Graças a Deus que nos dá a vitória”, nunca se esquece de vigiar e ora para não cair em tentação!

4. Acerca da culpa, da vileza e da ofensa do pecado aos olhos de Deus, minhas palavras serão poucas. Digo “poucas” prudentemente. Não penso que, devido à natureza dessas coisas, o homem mortal possa perceber toda a imensa pecaminosidade do pecado aos olhos do Deus santo e perfeito, a quem teremos de prestar contas. Por um lado, Deus é o Ser eterno que “aos seus anjos atribui imperfeições”, em cuja vista “nem os céus são puros”. Ele é Aquele que lê os pensamentos e os motivos, e não só as ações, e que requer “a verdade no íntimo” (Jó 4.18; 15.15; Sl 51.6). Nós, por outro lado – criaturas pobres e cegas, hoje aqui e amanhã acolá, nascidos no pecado, cercados de pecadores, vivendo em uma constante atmosfera de fraqueza, enfermidade e imperfeição – não podemos formar senão os mais inadequados conceitos sobre a hediondez do pecado. Não dispomos de prumo para sondá-lo, e nenhuma medida pela qual possamos aquilatá-lo. Um cego não pode ver a diferença entre uma obra prima de Ticiano ou de Rafael e uma efígie de um presidente no verso de uma moeda. Um surdo não pode distinguir entre um apito soprado por uma criança e um órgão de catedral. Os próprios animais, cujo odor é bastante ofensivo, não têm a menor noção de que são tão mau-cheirosos e nem parecem tais uns para com os outros. E o homem, o homem caído, segundo creio, não tem noção do quão vil é o pecado aos olhos de Deus, cujas obras são absolutamente perfeitas – perfeitas sem importar se as examinamos pelo telescópio ou pelo microscópio; perfeitas tanto na formação de um gigantesco planeta como Júpiter, com seus satélites, que marca o tempo em até milésimos de segundo enquanto gira em torno do sol quanto na formação do mais minúsculo inseto que se arrasta pelo chão. Não obstante, fixemos na mente, com firmeza, que o pecado é aquela “coisa abominável” a qual Deus aborrece e que Deus é “tão puro de olhos que não pode ver o mal”; e que qualquer que tropeçar “em um só ponto” da lei de Deus “se torna culpado de todos”; e que “a alma que pecar, essa morrerá“; e que “o salário do pecado é a morte”; e que Deus julgará “os segredos dos homens”; e que há um lugar onde nunca “morre o verme, nem o fogo se apaga”; e que “os perversos serão lançados no inferno”; e que “irão estes para o castigo eterno”, porquanto nos céus “nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira” (Jr 44.4; Ha 1.13; Tg 2.10; Ez 18.4; Rm 6.23; 2.16; Mc 9.44; Sl 9.17; Mt 25.46 e Ap 21.27). Essas são, realmente, palavras tremendas, quando consideramos que foram escritas no Livro do Deus misericordiosíssimo!

Afinal de contas, nenhuma prova da amplidão do pecado é tão avassaladora e incontestável como a cruz da paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, bem como toda a doutrina de sua substituição e expiação. Terrivelmente grave deve ser a culpa que não pode ser satisfeita por coisa alguma, senão pelo sangue do Filho de Deus. Pesadíssima deve ser a carga do pecado humano que fez Jesus gemer e suar gotas de sangue na agonia do Getsêmani, e clamar no Gólgota: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (Mt 27.46). Estou convencido de que nada nos espantará tanto, quando despertarmos no dia da ressurreição, quanto a visão que teremos do pecado e o retrospecto que nos será dado de nossos próprios incontáveis defeitos e delitos.

J.C RYLE

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O PECADO

Posted by Angelo Bazzo on 12:00 | No comments

Aquele que desejar ter pontos de vista corretos sobre a santidade cristã terá de começar examinando o vasto e solene assunto do pecado. Terá de cavar bem fundo, se quiser construir um edifício bem alto. Um equívoco quanto a esse particular é extremamente prejudicial. Conceitos errôneos sobre a santidade geralmente advêm de idéias distorcidas quanto à corrupção humana. Não me desculpo por começar estes estudos acerca da santidade com algumas firmes declarações a respeito do pecado.

A verdade absoluta é que o correto conhecimento do pecado jaz à raiz de todo o cristianismo salvífico. Sem ele, doutrinas como justificação, conversão e santificação serão apenas “palavras e nomes” que não transmitem qualquer sentido à nossa mente. Portanto, a primeira coisa que Deus faz quando quer tornar alguém em uma nova criatura em Cristo é iluminar-lhe o coração, mostrando-lhe que ele é um pecador culpado. A criação material, segundo o livro de Gênesis, começou com a “luz”; isso também acontece no caso da criação espiritual. Deus mesmo “resplandeceu em nosso coração” mediante a obra do Espírito Santo, e então, a vida espiritual teve seu início (2 Co. 4.6). Pontos de vista mal definidos acerca do pecado são a origem da maioria dos erros, das heresias e das doutrinas falsas de nossos dias. Se um homem não percebe a natureza perigosa da doença de sua alma, ninguém poderá admirar-se de que ele se contente com remédios falsos ou imperfeitos. Acredito que uma das principais necessidades da igreja, neste nosso século, tem sido e continua sendo um ensino mais claro e completo sobre o pecado.

1. Começarei o assunto fornecendo uma definição de pecado. Naturalmente, todos estamos familiarizados com os termos “pecado” e “pecadores”. Com freqüência, dizemos que o “pecado” está no mundo e que os homens cometem “pecados”. Porém, o que queremos dizer com essas palavras e frases? Sabemos realmente? Temo que há muita nebulosidade e confusão mental quanto a esse particular. Permita-me tentar suprir a resposta da forma mais breve possível.

Afirmo, pois, que “pecado”, falando de modo geral, conforme declara o artigo nono da confissão de fé da nossa igreja, é “a falha e a corrupção da natureza de cada ser humano, naturalmente produzidas pela natureza de Adão em nós, pelas quais o homem muito se afasta da retidão original, pois faz parte de sua natureza inclinar-se para o erro, de tal modo que a carne sempre milita contra o espírito; e, assim sendo, o pecado merece a ira e a condenação de Deus em cada pessoa que nasce neste mundo”. Em suma, o pecado é aquela vasta enfermidade moral que afeta a raça humana inteira, em todas as classes e níveis, nas nações, povos e línguas — uma enfermidade da qual apenas um único homem nascido de mulher esteve isento. Preciso dizer que esse único Homem foi o Senhor Jesus Cristo?

Digo, ademais, que “um pecado”, falando mais particularmente, consiste em praticar, dizer, pensar ou imaginar qualquer coisa que não esteja em perfeita conformidade com a mente e a lei de Deus. Em resumo, segundo as Escrituras, “o pecado é a transgressão da lei” (1 Jo 3.4). O menor desvio interno ou externo de um absoluto paralelismo matemático com a vontade e o caráter revelados de Deus constitui um pecado e, imediatamente, nos torna culpados aos olhos de Deus.

Naturalmente, não preciso dizer, a qualquer um que lê a sua Bíblia com atenção, que um homem pode quebrar a lei de Deus em seu coração e em seus pensamentos, mesmo quando não há qualquer ato externo e visível de iniqüidade. Nosso Senhor resolveu a questão sem deixar dúvidas, ao proferir o Sermão do Monte (Mt 5.21-28). Até mesmo um de nossos poetas disse, com toda a verdade: “Um homem pode sorrir, sorrir e ainda ser um vilão”.

Novamente, não preciso dizer a um estudante cuidadoso da Bíblia que há pecados de omissão tanto quanto de comissão, e que pecamos, tal como diz o nosso livro de oração, ao “deixarmos de fazer as coisas que deveríamos fazer” tanto quanto ao “fazermos aquilo que não deveríamos”. As solenes palavras do Mestre, no evangelho de Mateus, também deixam a questão sem sombras de dúvidas. Ali se acha escrito: “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos. Porque tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber” (Mt 25.41-42). Foi uma declaração profunda e bem pensada do santo arcebispo Usher, pouco antes de sua morte: “Senhor, perdoa-me de todos os meus pecados, sobretudo dos meus pecados de omissão”.

Porém, penso que é necessário relembrar aos leitores que um homem pode cometer um pecado e, no entanto, fazê-lo por ignorância, julgando-se inocente, quando na realidade é culpado. Não consigo perceber qualquer garantia bíblica para a moderna afirmativa de que “o pecado não é pecado, enquanto não o percebermos e tomarmos consciência dele”. Pelo contrário, nos capítulos quarto e quinto daquele livro muito negligenciado, Levítico, bem como em Números 15, vejo Israel sendo distintamente instruído de que havia pecados de ignorância que tornavam as pessoas imundas e que precisavam ser expiados (Lv 4.1-35; 5.14-19; Nm. 15.25-29). E também encontro o Senhor ensinando expressamente que o servo que não soube da vontade do seu senhor, e não agiu conforme essa vontade, não será desculpado pela sua ignorância, mas castigado (Lc 12.48). Faríamos bem em relembrar que, ao fazer de nosso conhecimento e de nossa consciência miseravelmente imperfeitos a medida de nossa pecaminosidade, estamos pisando em terreno perigoso. Um estudo mais profundo do livro de Levítico nos faria muito bem.

2. Concernente à origem e fonte dessa vasta enfermidade moral chamada “pecado” também me sinto na obrigação de dizer algo. Temo que as idéias de muitos crentes professos quanto a esse particular, são tristemente defeituosas e doentias. Não ouso passar adiante sem um comentário a respeito. Portanto, fixemos em nossa mente que a pecaminosidade de um homem não começa pelo lado de fora e sim pelo lado de dentro. Também não resulta de mau treinamento nos primeiros anos de vida. Não se adquire com más companhias e maus exemplos, conforme alguns crentes fracos costumam dizer. Não! Trata-se de uma enfermidade de família, que herdamos dos nossos primeiros pais, Adão e Eva, e com a qual todos já nascemos. Criados “à imagem de Deus” e inocentes a princípio, nossos pais caíram da justiça original e tornaram-se pecaminosos e corruptos. E, desde aquele dia, homens e mulheres nascem segundo a imagem de Adão e Eva decaídos, herdando um coração e uma natureza inclinados ao pecado – “por um só homem entrou o pecado no mundo”; “o que é nascido da carne é carne”; “éramos, por natureza, filhos da ira”; “o pendor da carne é inimizade contra Deus”; “do coração dos homens é que procedem [naturalmente, como de uma fonte] os maus desígnios, a prostituição, os furtos”. (Rm 5.12; Jo 3.6; Ef 2.3; Rm 8.7; Mc 7.21). O mais lindo bebê do mundo, que se tornou o raio-de-sol de uma família, não é, como sua mãe o chama com muito amor, um “anjinho” ou um “inocentinho”, e sim um “pecadorzinho”. Infelizmente, enquanto jaz sorrindo no seu berço, a criaturinha leva em seu coração as sementes de todo tipo de iniqüidade! Basta que a observemos com cuidado, conforme cresce em estatura e sua mente se desenvolve, e descobriremos nela uma incessante tendência para o que é mau, e uma grande hesitação quanto ao que é bom. Poderemos ver nela os botões e os germens do engano, do mau temperamento, do egoísmo, da voluntariedade, da obstinação, da cobiça, da inveja, do ciúme, da paixão – tudo o que, se alimentado e deixado à vontade, prolifera com dolorosa rapidez. Quem ensinou essas coisas à criança? Onde as aprendeu? Só a Bíblia pode responder a essas perguntas! Dentre todas as coisas tolas que os pais dizem sobre seus filhos nenhuma é pior do que a declaração comum: “No fundo, meu filho tem um bom coração. Ele não é o que deveria ser; apenas caiu em más companhias. As escolas são lugares ruins. Os professores negligenciam as crianças. Contudo, no fundo, ele tem um bom coração”. A verdade, infelizmente, é exatamente o contrário. A primeira causa de todo pecado jaz na corrupção natural do próprio coração da criança e não na escola.
J.C RYLE

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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Jesus não volta esta noite

Posted by Angelo Bazzo on 12:25 | No comments

Durante os primeiros anos em que freqüentei uma congregação evangélica, sempre ouvia de forma repetitiva algo do tipo: “Jesus pode voltar esta noite, você está preparado?”.

Pois bem, algumas coisas sempre me intrigaram em relação a esta exposição das escrituras e vou colocá-las aqui para você.

1. Se Jesus volta essa noite por que o pregador está tão calmo falando sobre isso? Será que isso para ele era uma coisa bem simples? A Bíblia chama esse dia de o “Grande e Terrível Dia do Senhor”. Logo penso que se algo “grande e terrível” se aproxima, eu não estaria muito calmo falando sobre isso.

2. Se Jesus volta essa noite porque estávamos em um culto e não evangelizando para levar almas para o céu?

Mas de todas as coisas que me intrigavam, existe algo, hoje, que me faz afirmar que Jesus não volta essa noite. Este algo se chama Bíblia Sagrada (à venda nas melhores livrarias). Vejamos.

Mateus 24.14
E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.


O que a palavra “então” lembra para você? Para mim, lembra que antes não poderia acontecer e agora pode. É algo mais ou menos assim: depois que o evangelho for pregado, então (e só então) virá o fim.
Então pergunto:
- O evangelho já foi pregado a todas as nações?
- O evangelho pregado as nações tem sido o evangelho do reino?
Jesus se referiu ao evangelho como “este evangelho”. Nosso evangelho é o “este evangelho” de Jesus ou um outro evangelho? (Leia Gálatas).

SE NÃO PREGARMOS O EVANGELHO A TODAS AS NAÇOES O FIM NÃO VIRÁ.
SE O EVANGELHO PREGADO NÃO FOR O EVANGELHO QUE JESUS PREGOU OU SEJA, O EVANGELHO DO REINO O FIM TAMBÉM NÃO VIRÁ.
SE PREGARMOS A TODAS AS NAÇÕES ESTE EVANGELHO ATUAL DE PROSPERIDADE E “ADMINISTRAÇÃO DO PECADO” O FIM NÃO VIRÁ.

Não esqueça se não for a todas as nações, se não for o verdadeiro evangelho do reino, então certamente Jesus não volta esta noite.

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terça-feira, 13 de julho de 2010

Oração

Posted by Angelo Bazzo on 10:43 | No comments

“A oração é, pois, o primeiro e mais importante passo. Durante toda a nossa vida de fé, temos de recorrer constantemente à oração, pois a fé não é só um dom que recebemos uma vez por todas, em nosso primeiro ato de crer. Todo novo desenvolvimento da fé, todo novo incremento de luz sobrenatural, ainda que estejamos sinceramente empenhados em adquiri-la, continua sendo puro dom de Deus.”
Thomas Merton 

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sábado, 10 de julho de 2010

Aprendendo a Surfar no Vento do Espírito!

Posted by Angelo Bazzo on 07:06 | No comments


Você já parou para pensar que a época de maior glória da igreja foi quando não havia controle humano algum sobre sua vida diária? Não havia burocracia, sede de governo nem oficiais com títulos ou posição hierárquica. A vida da igreja era imprevisível, cheia de aventura, espontaneidade e novidade. Cada reunião era um evento único; cada encontro pessoal, uma surpresa.

Os líderes principais, além de não controlarem ou dirigirem a vida da igreja, nem sequer sabiam, muitas vezes, onde eles mesmos estariam no dia ou na semana seguinte! Pense, por exemplo, em Pedro perambulando pela terra de Israel (At 9.32) sem a menor preocupação de pensar sobre como a igreja de Jerusalém sobreviveria sem a sua presença. Ou imagine como Filipe saiu de um avivamento que sacudia a cidade de Samaria, foi ao deserto pregar para um eunuco e, depois, “achou-se em Azoto” (At 8.40) – lembrando que fora ungido como diácono para servir as viúvas de Jerusalém (At 6.5)!

Toda vez que lemos os relatos inspirados de Atos, sentimos o frescor e o dinamismo de um povo cheio de vida e paixão por Jesus. Ficamos mesmerizados diante de uma história que, apesar de aparentemente anárquica, sem plano ou governo humanos, acaba seguindo um roteiro preciso, divino, guiado pelas mãos habilidosas do próprio Espírito Santo.

Como Filipe conseguiu encontrar um eunuco no deserto justamente quando ele estava lendo Isaías 53? Como Cornélio teria achado Pedro na casa de Simão, o curtidor, se não fossem as informações fornecidas por um anjo? Como Ananias teria encontrado Saulo se não tivesse acesso aos mesmos métodos? (Naquele tempo, ninguém precisava de GPS ou Google Maps!)

Como, apesar de monstruosas oposições, perseguições e desentendimentos, Paulo conseguiu construir uma ponte entre o Velho e o Novo Testamento, entre a lei e a graça, entre judeus e gentios, que dura até hoje? Como João pôde obter uma visão como a do Apocalipse que, apesar de tão surreal e fantasmagórica, leva ao seu devido cumprimento cada semente lançada no livro de Gênesis - e isso sem ter a menor noção de que estava escrevendo o último livro da Bíblia?

Guiados pelo Espírito como no princípio

Ultimamente, sinto em meu espírito que estamos adentrando uma nova etapa da história da igreja. A Bíblia fala claramente que Jesus voltará para uma igreja gloriosa; porém, para que isso seja possível, ela vai ter de voltar às suas origens – ou seja, terá de tornar a ser controlada e governada, de forma ostensiva, pelo Espírito Santo. Graças a Deus por todas as formas de governo e estrutura humana que ele permitiu graciosamente para preservar a verdade do Evangelho durante séculos de escuridão. Mas, agora, quando estamos no limiar de um “admirável mundo novo” (ou, talvez, “um terrível mundo novo”) de tecnologia e invenções que levarão a humanidade a um destino que ninguém consegue prever, precisaremos de uma direção mais capaz, mais onisciente, mais sábia.

A grande pergunta é: estamos dispostos a abrir mão de nossas agendas, projetos, opiniões, planos, sistemas de segurança e zonas de conforto? Será que podemos confiar na capacidade do Espírito Santo de dirigir a igreja e a nossa atuação nela? Em que momento abriremos mão do controle da aeronave e permitiremos que o Espírito Santo assuma a direção? Será que já estamos suficientemente cansados do nosso estilo de governo e dos pífios resultados de tantos esforços despendidos na obra do Senhor? No final das contas, como podemos ser dirigidos pelo Espírito?

Acho que nenhuma mensagem escrita tenha mudado tanto minha vida quanto o pequeno livreto Espaço para Deus, escrito por Henri Nouwen. Tenho lido, relido, estudado, sublinhado, pregado e ensinado sua mensagem incontáveis vezes, e nunca me canso de voltar a lê-la. O tema central é como criar um espaço em nossa vida corrida neste mundo moderno para ouvir melhor a voz de Deus. Acho que não existe hoje prioridade maior para todos os cristãos do que essa.

Dez anos atrás, fui impactado fortemente pelo livro Experiências com Deus de Henry T. Blackaby e Claude V. King. Chegamos a publicar um artigo extraído desse livro na última edição do primeiro ano de publicação da Revista Impacto. A frase que contém a verdade explosiva desse livro é a seguinte: “Observe onde Deus está agindo e junte-se a ele!”.

A grande promessa para todos que nascem de novo como filhos de Deus é que seremos guiados pelo Espírito de Deus (Rm 8.14). Se recebermos a seiva da videira, teremos o mesmo tipo de vida que ela tem. A videira é Jesus, e ele vivia constantemente orientado e alimentado pelo Pai. Portanto, a salvação nos traz muito mais do que a promessa de vida eterna depois da morte. Traz-nos uma vida controlada, nutrida e dirigida pelo Espírito hoje!

À medida que colocarmos nossa vida no altar, abrirmos mão de nossas agendas e planos e dispormo-nos a ouvir a voz mansa e suave de Deus, começaremos a ver como a direção do Espírito é prática. Funciona! Mas exige muito mais dependência de Deus e confiança nele do que temos costume de praticar, e isso nos assusta. Porém, ao mesmo tempo, estimula e revigora porque a vida deixa de ser previsível e passa a ser surpreendente e excitante.

Qual é a origem de suas ações?

Para experimentar esse novo estilo de vida, logo descobriremos que os momentos passados em oração são muito mais produtivos do que tempo gasto em planejamento extenuante e meticuloso. Muitas vezes, a oração parecerá seca, fria e improdutiva, mas, se perseverarmos, encontraremos instantes de grande lucidez, e dicas fundamentais vindas do trono nos trarão orientação preciosa e imprescindível.

Muito mais importante do que nossas ações é quem ou o que nos leva a realizá-las. Pedro e os outros discípulos lançaram redes, a noite inteira, sem pegar nada. Bastou Jesus dar ordens para lançar a rede que os barquinhos transbordaram de peixes. Quantos cegos poderiam lavar-se no tanque de Siloé e continuar cegos do mesmo jeito? Certamente, a água de lá não tinha nenhuma propriedade miraculosa. Mas quando Jesus mandou o cego lavar os olhos ali e tirar o barro que ele colocara sobre os olhos, ele voltou vendo (Jo 9.7-11)! Não se tem notícia de que nenhum outro leproso além de Naamã, o sírio, tenha sido curado ao banhar-se sete vezes no Rio Jordão, mas, quando ele agiu em obediência à ordem de Eliseu, foi completamente curado!

Poderíamos continuar essa lista infinitamente, mas, com certeza, não é necessário. Será que o motivo de tanta esterilidade em nosso ministério não é a falta dessas ordens divinas na origem de nossas atividades? Ao mesmo tempo, quantas vezes temos ouvido ou sentido pequenos impulsos ou desejos vindos do Espírito e deixado de obedecê-los por pensarmos serem bobagens insignificantes?

Jesus está voltando!

Creio que a glória desta última casa será muito maior do que a da primeira! Que a igreja gloriosa que receberá Jesus será muito mais formosa e linda do que a igreja descrita em Atos! Creio também que estamos começando a sentir a atração misteriosa e maravilhosa do próprio Senhor ressurreto que está preparando-se para voltar. Como um grande ímã eletromagnético vindo dos espaços siderais, ele está aproximando-se da Terra a uma velocidade estonteante, e todos os que são de ferro (da mesma natureza que ele, com o mesmo Espírito dele – crente de plástico não vai sentir nada!) sentirão essa forte atração, aumentando cada vez mais à medida que ele se aproxima.

Creio que começaremos a ver pessoas ligando-se umas às outras em alianças estratégicas que trarão muito fruto para o plano de Deus na Terra. Não serão alianças por motivos naturais, mas simplesmente porque o Espírito assim quer que aconteça. Creio que veremos sinais e maravilhas começando a pipocar no meio do povo de Deus de maneira anônima, com toda simplicidade e humildade, deixando toda a glória com Deus. Creio que a soma dos milhares e milhões de pequenos atos de obediência à voz do Espírito Santo, praticados ao redor do mundo por todos os nascidos pelo Espírito, começará a produzir um cataclismo de efeitos desproporcionais, incomodando os poderes religiosos e políticos deste mundo tenebroso. Creio que, quando o inimigo levantar-se, furioso, para tentar cortar a cabeça e a liderança dessa igreja, ele ficará totalmente confuso e aturdido por não achar qualquer liderança humana. Será uma praga gloriosa, irradiando e propagando-se sobre toda a face da Terra, incontrolável, invencível.

O amor de Deus cobrirá a Terra como as águas cobrem o mar. Amém! Que assim seja! Ora, vem, Senhor Jesus!


por Harold Walker

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Jesus não volta essa noite

Posted by Angelo Bazzo on 06:56 | No comments

Durante os primeiros anos em que freqüentei uma congregação evangélica, sempre ouvia de forma repetitiva algo do tipo: “Jesus pode voltar esta noite, você está preparado?”.

Pois bem, algumas coisas sempre me intrigaram em relação a esta exposição das escrituras e vou colocá-las aqui para você.

1. Se Jesus volta essa noite por que o pregador está tão calmo falando sobre isso? Será que isso para ele era uma coisa bem simples? A Bíblia chama esse dia de o “Grande e Terrível Dia do Senhor”. Logo penso que se algo “grande e terrível” se aproxima, eu não estaria muito calmo falando sobre isso.

2. Se Jesus volta essa noite porque estávamos em um culto e não evangelizando para levar almas para o céu?

Mas de todas as coisas que me intrigavam, existe algo, hoje, que me faz afirmar que Jesus não volta essa noite. Este algo se chama Bíblia Sagrada (à venda nas melhores livrarias). Vejamos.


Mateus 24.14
E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim.

O que a palavra “então” lembra para você? Para mim, lembra que antes não poderia acontecer e agora pode. É algo mais ou menos assim: depois que o evangelho for pregado, então (e só então) virá o fim.

Então pergunto:
- O evangelho já foi pregado a todas as nações?
- O evangelho pregado as nações tem sido o evangelho do reino?
Jesus se referiu ao evangelho como “este evangelho”. Nosso evangelho é o “este evangelho” de Jesus ou um outro evangelho? (Leia Gálatas).

SE NÃO PREGARMOS O EVANGELHO A TODAS AS NAÇOES O FIM NÃO VIRÁ.
SE O EVANGELHO PREGADO NÃO FOR O EVANGELHO QUE JESUS PREGOU OU SEJA,
O EVANGELHO DO REINO O FIM TAMBÉM NÃO VIRÁ.SE PREGARMOS A TODAS AS NAÇÕES ESTE
EVANGELHO ATUAL DE PROSPERIDADE E “ADMINISTRAÇÃO DO PECADO” O FIM NÃO VIRÁ.

Não esqueça se não for a todas as nações, se não for o verdadeiro evangelho do reino, então certamente Jesus não volta esta noite.

Ângelo
Monte Mor

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sexta-feira, 9 de julho de 2010

Eleição

Posted by Angelo Bazzo on 06:38 | No comments


Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo; Pois nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor”. Efésios 1.3,4.

Que versos confortantes são esses hoje para mim. Ja foram em outro tempo alvo de discussões,principalmente o verso 4.Mas hoje tenho encontrado segurança nas bênçãos eternas de Deus.AW Pink se referindo a esses veros diz : “Porque eleição é a origem de todas as bênçãos, a fonte de cada misericórdia que a alma recebe. Se a eleição for tirada, tudo será tirado, porque aqueles que têm qualquer benção espiritual são aqueles que têm todas as bênçãos espirituais”.

Sinto-me alegre, pois mesmo sabendo dos problemas e objeções feitas ao pensamento de que alguém possa ter sido eleito por Deus, sei que temos apoio bíblico para conforto de nossas almas. Aquilo que nos segura na presença de Deus é sua graça, e a eleição é um das provas desta graça. Pois antes da fundação do mundo, antes que Você pudesse escolher a Deus, Ele já havia escolhido a ti.

Em Cristo
Ângelo 9/7/10
Recife.

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quinta-feira, 8 de julho de 2010

O que é evangelho profético ?

Posted by Angelo Bazzo on 06:43 | No comments

Graças a Deus estou de folga, posso começar a escrever coisas que são minhas.Tenho postado alguns pensamento de autores gosto,mas agora chegou a hora de explicar um pouco o que é o evangelho profético.

Vamos começar com um verso das escrituras:

E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.” Mateus 24.14.

Para começar,olhe a palavra “este”no texto.Para mim ele diz que se e é “este”,logo não pode ser “aquele”.Jesus ao usar a palavra este se referia a algo que ele estava pregando.

Meio óbvio não é?

As perguntas que  deixo são as seguintes:
1-     Se pregarmos o evangelho em todas as nações, mas não for o evangelho de Jesus, o fim virá?
2-     O evangelho que a igreja tem pregado como um todo tem sido o evangelho de Jesus?

Se não pregarmos a todas as nações o fim não virá.
Se pregarmos em todas as nações algo que não seja “este” evangelho,o fim não virá..

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Posted by Angelo Bazzo on 06:26 | No comments

A contemplação não pode ser ensinada

“A contemplação não pode ser ensinada. Nem sequer pode ser claramente explicada. Só pode ser aludida, sugerida, apontada, simbolizada. Quanto mais objetiva e cientificamente se tentar analisá-la, mais ela será esvaziada do seu real conteúdo, pois essa experiência está fora do alcance da verbalização e da racionalização. Nada é mais repulsivo do que uma definição pseudo-científica da experiência contemplativa. Uma razão para isso é que os que tentam dar esse tipo de definição são tentados a proceder psicologicamente, e não há uma psicologia da contemplação que seja realmente adequada. Descrever ‘reações’ e ‘sentimentos’ é situar a contemplação onde ela não pode ser encontrada: na consciência superficial onde pode ser observada pela reflexão. Mas essa reflexão e essa consciência fazem precisamente parte desse eu externo que ‘morre’ e é posto de lado como uma roupa suja no verdadeiro despertar da contemplação.”

New Seeds of Contemplation
, de Thomas Merton
(New Directions, New York), 1962. p. 6-7
No Brasil: Novas sementes de contemplação (Editora Fissus, Rio de Janeiro). 2001. p.15

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sábado, 3 de julho de 2010

O plano de Deus incluia o pecado desde o início ?

Posted by Carolina Sotero on 15:50 | No comments

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Debate em torno da justificação. Piper x N.T Wright

Posted by Carolina Sotero on 15:22 | No comments

Por dois dos mais proeminentes pastores-teólogos do mundo: a justificação e que diferença ela faz.

John Piper e N.T. Wright, compilado por Trevín Wax

Desde a matéria da revista Christianity Today, em agosto de 2007, "O que é queo Paulo realmente quis dizer?" Piper e Wright levaram o debate sobre a justificação da academia para as massas. Aqui é onde os dois evangélicos divergem.


John Piper: Pastor da Igreja Batista Bethlehem em Minneapolis. Autor de "O Futuro da Justificação: Uma Resposta ao NT Wright".

N.T. Wright: bispo de Durham, da Igreja da Inglaterra. Autor de "Justificação: o plano de Deus e a Visão de Paulo."

O Problema

Piper: Deus criou um mundo bom que foi submetido a futilidade devido à escolha pecaminosa e pérfida dos primeiros seres humanos. Devido a esta ofensa contra a glória de Deus, os seres humanos estão alienados de seu Criador e merecem apenas a sua condenação por seus pecados.

Wright: Deus criou um mundo bom, concebido para ser analisado e depois trazidos para a sua finalidade através de sua imagem, por meio dos seres humanos. Este objetivo foi contrariado pela escolha pecaminosa dos primeiros seres humanos. Devido ao pecado humano, o mundo tem de ser endireitado novamente e sua finalidade original levada até a conclusão. A finalidade de Deus ao "endireitar" os seres humanos é que através deles, o mundo possa ser endireitado.

A Lei

Piper: Deus revelou-se através da lei, que apontou a Cristo como seu objetivo e alvo, comandou a obediência que provém da fé, aumentou a transgressão, e calou a boca de todos os seres humanos porque ninguém tem realizado a justiça da lei de modo a não necessitar de um substituto.

Wright: Deus fez uma aliança com Abraão, a fim de pôr em marcha o seu plano para salvar o seu mundo através da família de Abraão. Deus deu ao seu povo a Torá, sua santa lei, como um pedagogo -- uma forma de evitar que Israel, o caprichoso povo de Deus, desviasse totalmente fora de pista até a vinda do Messias. Israel deveria incorporar a Lei e, portanto, ser uma luz para as nações. Mas Israel falhou nessa tarefa.

Justiça de Deus

Piper: A essência da justiça de Deus é a sua inabalável fidelidade para defender a glória do seu nome em tudo que ele faz. Nenhuma ação singular, como a manutenção da aliança, é a justiça de Deus. Pois todos os seus atos são feitos em justiça. A essência do retidão humana é a inabalável fidelidade para defender a glória de Deus em tudo o que fazemos. O problema é que todos nós estamos aquém deste glória, isto é, não existe ninguém justo.

Wright: A justiça de Deus refere-se à própria fidelidade à aliança que fez com Abraão. Israel foi infiel a esta comissão. O que é agora necessário, se o pecado mundial dever ser tratado em uma família de nível mundial criada por Abraão, é um fiel israelita que pode ser fiel ao pacto de Israel.

Judaísmo do Primeiro Século

Piper: Muitos judeus nos dias de Jesus (como os fariseus descritos no Evangelho) não viam a necessidade de um substituto, a fim de estar bem com Deus, mas procuraram estabelecer a sua própria justiça através das "obras da lei." Quer manter sábado ou não cometer adultério, estas obras se tornaram a base de uma posição correta com Deus. A inclinação para confiar em um cerimonial próprio e em atos morais é universal, à parte da graça divina.

Wright: Os judeus dos dias de Jesus acreditavam que a Lei fora dada a eles como pessoas que já estavam em comunhão com Deus. Portanto, a lei não era encarado como uma forma de ganhar o favor Deus, mas como um sinal de que já estava em um pacto com Deus. As "obras da lei" não são maneiras de ganhar favor com Deus, mas emblemas de identidade da aliança pelos quais se determina quem está no pacto e quem não está. Muitos judeus nos dias de Paulo estavam agarrados a esses marcadores de identidade (sábado, circuncisão) de uma forma que fizeram a sua identidade judaica exclusiva. Por conseguinte, o seu exclusivismo estava impedindo a promessa de Deus de fluir para as nações.

O Evangelho

Piper: O coração do evangelho é a boa notícia de que Cristo morreu por nossos pecados e foi levantado dentre os mortos. O que torna boa esta notícia é que a morte de Cristo realizou uma justiça perfeita diante de Deus e sofreu uma condenação perfeita de Deus, ambas as quais são contabilizadas como nossas através da fé somente, de modo que temos vida eterna com Deus no novo céu e na nova terra .

Wright: O evangelho é o anúncio de que o real crucificado e ressuscitado Jesus, que morreu por nossos pecados e subiu novamente de acordo com as Escrituras, foi entronizado como o verdadeiro Senhor do mundo. Quando este evangelho é pregado, Deus chama as pessoas para a salvação, por pura graça, conduzindo-os ao arrependimento e fé em Jesus Cristo como o Senhor ressuscitado.

Como isso acontece

Piper: Pela fé somos unidos a Cristo Jesus, de modo que, em união com ele, a sua perfeita justiça e punição, são contadas como nossas (imputada a nós). Desta forma, perfeição é fornecida, o pecado é perdoado, ira é removida, e Deus é totalmente por nós. Assim, por si só Cristo é a base da nossa justificação, e fé que nos une a ele é o meio ou instrumento da nossa justificação. A confiança em Cristo como Salvador, Senhor, e Supremo Tesouro da nossa vida produz os frutos do amor, ou tal confiança está morta.

Wright: o próprio Deus, na pessoa de Jesus Cristo (o fiel israelita), chegou, permitindo a continuação do seu plano para salvar os seres humanos, e, através deles, o mundo. O Messias representa o seu povo, permanecendo para eles, tendo sobre si a morte que merecia. Deus justifica (declara justos) todos aqueles que estão "em Cristo", para que a vindicação de Jesus após a sua ressurreição torne-se a reivindicação de todos aqueles que confiam nele. Justificação refere-se a declaração de Deus de quem está no pacto (esta família de Abraão deâmbito mundial a quem Deus através da qual os propósitos de Deus podem agora ser extendidos a todo o mundo) e é feita com base na fé em Jesus Cristo somented, não nas "obras da lei "(isto é, emblemas de identidade étnica que uma vez mantiveram judeus e gentios separados).

Justificação Futura

Piper: A justificação presente baseia-se na obra substitutiva de Cristo somente, desfrutada em união com ele por meio da fé somente. Futura justificação é a confirmação aberta e declaração de que em Cristo Jesus somos perfeitamente inocentes diante de Deus. Este julgamento final concorda com as nossas obras. Isto é, o fruto do Espírito Santo em nossas vidas será apresentados como os elementos de prova e confirmação da verdadeira fé e união com Cristo. Sem essa validação de transformação, não haverá salvação futura.

Wright: A justificação presente é o anúncio emitido com base na fé e confiança somente de quem faz parte da família daaliança de Deus. A presente sentença dá a garantia de que o veredito a ser anunciado no Último Dia se combinarão; o Espírito Santo dá o poder através do qual o futuro veredicto, quando dado, será visto como estando em conformidade com a vida que o crente tem então vivido.

Copyright © 2009 Christianity Today.
(tradução livre)
fonte :
http://danieldliver.blogspot.com/2009/06/o-debate-em-torno-da-justificacao.html

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Videos do Piper

Posted by Carolina Sotero on 14:19 | No comments

No site da fiel ta rolando videos legendado do John Piper.

Creio que todos deveriam curtir.

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