sábado, 12 de setembro de 2009

Quando mudam as gerações

Posted by Carolina Sotero on 16:27 | No comments


Falar de tempo não é algo fácil. Muito menos de gente, que dirá gerações. O tempo é aquele enigma que a gente vive tentando entender e morre tentando explicar. É aquele andamento supervisionado das coisas – que parece estar sempre sendo controlado por Alguém – nos restando como única proposta a de acompanhá-lo.

Ah! E esse tal de tempo nos prega cada surpresa. As pessoas bem que sabem disso, sofrem com o tempo porque ele sempre traz mudanças. Certamente se esperarmos “um tempo” ele chegará com transformações e com companhias: as dores e os festejos.

E é exatamente nesse rasgo do relógio, quando o dia fala com noite, que as gerações são trocadas. É quando o rosto do trabalhador já cansado, pede uma rede para descansar. Querendo ver o resto da vida discorrer numa varandinha qualquer, o velho Pai percebe que o filho “até que tem jeito pra coisa”. Ás vezes o orgulho não deixa ver que o menino tem mais do que jeito, tem é disposição, tem vocação, tem energia.

Mas o Pai depois de tantas lutas é vencido pela humildade do amor e confessa, com sua saída, que o menino já é o dono desse tempo que vem chegando, se não já chegou.

(foto de Criz Queiroz)

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sábado, 1 de agosto de 2009

A Salvação de Hoje e de Amanhã - Reflexões sobre ser salvo diariamente

Posted by Angelo Bazzo on 12:26 | No comments

Olhando para minha vida hoje eu concluo que minha maior necessidade seja de salvação. Isso pode soar estranho para muitos cristãos, mas é uma verdade.Todos nós que confessamos que fomos salvos por Jesus Cristo, pelo menos os de confissão evangélica, como eu, temos comumente problemas em entender realmente o que significa "ser salvo".

Bom, falemos então sobre salvação. A salvação possui dois aspectos: o negativo e o positivo. O aspecto negativo - que não significa "ruim" - é o fato de sermos desligado do reino das trevas. Logo, nós não (e por isso negativo) pertencemos mais a este reino. É um aspecto de desligamento. O aspecto positivo é que agora nós pertencemos sim (e por isso positivo) ao Reino de Deus, somos transportados ao Reino da luz.

Temos em nossa mente que ser salvo é ser retirado de um estado, o que geralmente é chamado de "estado de condenação". Mas não percebemos que ser salvo, também, é ser colocado em outro estado, o de pertencer ao Reino de Deus. É nesse aspecto, neste ponto de pertencer ativamente do Reino de Deus, que temos tropeçado e desperdiçado grandes verdades.

No sentido de merecimento, não temos participação alguma na nossa salvação. Salvação, de fato, é algo que Deus faz, não nós. A Bíblia diz que somos salvos pela morte e pela vida de Jesus (Rm 5.1: Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida). Observe também os pontos positivos e negativos no versículo e nos fatos: morte e vida de Jesus. No passado, fomos reconciliados com Deus por meio da morte de Jesus Cristo, seu Filho, contudo, no futuro, seremos salvos por sua vida.

Quando é esse futuro?

Esse futuro do qual é falado em Romanos não é apenas o dia da volta de Jesus, mas sim todos os dias depois de sermos justificados pela sua morte. O dia de amanhã é o futuro, e precisamos entender que este dia será um dia de salvação, graças à vida de Jesus.

Santificação. Este é o nome que se dá a salvação que se desenvolve todos os dias, inclusive o de amanhã. Ela não acontece por causa da morte de Cristo, mas sim por causa da Vida de Cristo. Este é um dos maiores desafios que temos hoje: o de entender a maneira que Deus nos leva para um estilo de vida prático de uma pessoa verdadeiramente salva.

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domingo, 12 de julho de 2009

Idolatria Pós Moderna

Posted by Angelo Bazzo on 12:23 | No comments

“O problema é que, fora do contexto do fascínio da ressurreição, toda oração se torna um ato de idolatria pelo qual Deus é reduzido a algo que podemos usar para atingir nossos objetivos, por mais nobres e úteis que sejam eles...”
Eugene Peterson em "Viva a Ressurreição".

“Naqueles dias, não havia rei em Israel, porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos.” Juizes 21.25.

Conheço um irmão que quando está pregando pergunta ao auditório se estes sabem qual é o primeiro mandamento. Quase todos respondem “amarás o Senhor teu Deus”, ou seja, quase sempre as pessoas erram.

O primeiro mandamento do Decálogo (dez mandamentos) é não ter outros deuses diante do Senhor (Êxodo 20.3), e foi exatamente este mandamento que os hebreus, tantas vezes, tiveram dificuldade de obedecer. Na verdade, eles foram levados em cativeiro para a Babilônia como juízo em relação à sua idolatria.

Idolatria é, simplesmente, adorar uma criatura ao invés do criador (Romanos 1.25). Existe muitos motivos que podem ser levantados como o motivo de Deus odiar tanto a idolatria. E eu gostaria de propor um motivo que estou pensando nesses dias.

Em Gênesis temos o registro da criação do homem e podemos ler que Deus ao criá-lo disse que “era muito bom”. Antes deste momento, tudo aquilo que Ele havia criado recebia um elogio de “bom”, somente o homem recebeu um acréscimo de “muito” bom. Creio que esse “muito” é aquilo que nos diferencia das demais criaturas de Deus. Somos a obra prima de Deus nesta Terra e ela nos foi dada para a dominarmos (dominar e destruir não são sinônimos).

Com isso em mente, eu gostaria de propor o pensamento de que “idolatria é desumanizar o homem”. Ou seja, quando nos prostramos a algo menor do que nós acabamos rebaixando nossa humanidade e igualando nossa existência a seres inanimados ou irracionais. Falando sobre idolatria, vemos o salmista dizendo “Tornem-se semelhantes a eles os que os fazem e todos os que neles confiam” (Salmo 115).

Pior do que sermos rebaixados a meros objetos inanimados, existe o fato de que a idolatria rebaixa também ao próprio Deus. Em Êxodo vemos o povo pedindo para que Arão fizesse um deus para eles (como se faz um deus?). Então Arão faz um bezerro de ouro - objeto inanimado - e declara ao povo “isto é o teu deus que te tirou da terra do Egito” (Êxodo 32).

Deus odeia a idolatria porque ela é uma falsificação de sua verdadeira identidade, e não só isso, ela é a arma pela qual eu e você deixamos de ser verdadeiramente humanos e passamos a viver como meros objetos. Você conhece a expressão “mulher objeto”?

Idolatria é fazer um deus para nós mesmos. Blaise Pascal disse “Deus criou o homem à Sua imagem e este retribuiu o favor”. Será que em nossos dias com essa teologia de prosperidade não temos criados nossa própria versão pós-moderna do bezerro de ouro?

Eugene Peterson argumenta: “Idolatria é usar Deus em lugar de adorar a Deus”. Será que ao invés de nos encaixarmos nos planos de Deus temos orado para que Deus se encaixe em nossos planos? Será que não estamos vivendo uma nova versão de cativeiro babilônico em nossos dias?

Se tivermos liberdade para adorar a Deus da maneira que mais nos convêm, logo temos denominação para todos os gostos. Contudo, sempre pensei que a igreja serviria aos gostos de Deus e não o contrário. Sempre pensei que o povo de Deus tinha por objetivo agradá-lo ao invés de ser bajulado pela divindade.

Será que não podemos ser acusados de roubarmos a verdadeira identidade de Deus, ao mesmo tempo em que perdemos nossa própria identidade?

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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Alguns Esclarecimentos

Posted by Angelo Bazzo on 10:13 | No comments

De maneira alguma, ao usar os nomes “Evangelho Profético” como título do blog, quero dizer que sou “possuidor” do evangelho verdadeiro. Nem o originador destes pensamentos, muito menos o primeiro a falar sobre o assunto.

Na verdade, meu primeiro contato com essa mentalidade aconteceu em uma aula de Harold Walker no Curso de Preparação Profética. Desde então me senti perseguido por esse chamado de buscar a restauração da palavra apostólica.

Quero que esta pregação deixe de ser uma promessa sobre aquilo que Deus irá fazer. Mas ainda não posso dizer que vejo o efeito da verdadeira revelação de Jesus em minha existência, nem na comunidade que me cerca e tão pouco a percebo ao redor do mundo. Não conheço todas as pessoas do mundo, mas não é difícil perceber que o verdadeiro evangelho é poderoso o suficiente para explodir de tal forma que nunca ficaria no anônimato.


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segunda-feira, 7 de abril de 2008

Devocional 07.04.08

Posted by Angelo Bazzo on 07:27 | No comments

“Podemos amar a Deus por dois motivos: porque esperamos alguma coisa dele ou porque esperamos nele sabendo que nos ama”  Thomas Merton

O certo é não esperar que Ele me dê algo. Mas esperar nele porque, na verdade, já me deu. Deu-se por mim, deu-se a mim. Dádiva suprema e gratuita. Amém.

07.04.08

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