domingo, 7 de abril de 2013

Por Que Tribulação?

Posted by Angelo Bazzo on 14:25 | No comments



Haverá um aumento de tribulação no final dos tempos. Não é que Deus deseja que tenhamos dificuldades; porém, há motivos pelos quais essas batalhas espirituais “precisam” acontecer.

Apocalipse 1.1 – “coisas que em breve devem acontecer”
Apocalipse 4.1 – “o que deve acontecer depois destas coisas”
Apocalipse 22.6 – “coisas que em breve devem acontecer”

As tribulações necessárias incluem até mesmo o governo da besta (17.10) e a liberação de forças satânicas (20.3). Assim como as pragas do Egito foram uma parte essencial da salvação de Israel, da mesma forma precisa haver pragas no final dos tempos antes da Segunda Vinda. Os rabinos dizem que “a última redenção (Messias – o Fim dos Tempos) será como a primeira redenção (Moisés – o Êxodo)”.

Há cinco razões por que as tribulações “precisam” acontecer:

1. Para persuadir as pessoas a se arrependerem

O juízo final está para acontecer. Deus quer fazer de tudo para que as pessoas se arrependam antes de serem julgadas. O propósito da tribulação é arrependimento. Mesmo assim, a maioria das pessoas não vai se arrepender.

Apocalipse 9.20 – “Os outros homens… não se arrependeram”
Apocalipse 9.21 – “… nem ainda se arrependeram”
Apocalipse 16.9 – “… e nem se arrependeram”
Apocalipse 16.11 – “… e não se arrependeram”

Embora a maioria dos ímpios não se arrependerá, alguns irão.

2. Para provar a justiça de Deus

Quando os cristãos virem os juízos, se tornarão mais convencidos da integridade da justiça de Deus. Irromperão em músicas de adoração, louvando a Deus, não apenas por sua misericórdia, mas também por seus juízos.

Apocalipse 15.3-4 – “Grandes e admiráveis são as tuas obras, Senhor Deus, Todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos... porque os teus atos de justiça se fizeram manifestos.”

Como o juízo final está se aproximando, todo o bem e o mal devem ser expostos. Ao mesmo tempo em que o ímpio se tornará cada vez mais resistente, o justo será mais e mais arrependido.

3. Para punir o mal

Recompensar a retidão e punir o mal são fundamentais para a justiça. Recompensar a retidão não é o bastante; Deus quer punir o mal. As pragas fazem parte dessa justiça.

Êxodo 12.12 – “Executarei juízo sobre todos os deuses do Egito.”

Deus poderia ter tirado os israelitas do Egito sem as pragas, mas ele queria não apenas salvar os inocentes, mas também punir os ímpios. Seu juízo incluiu a destruição do poder dos deuses demoníacos que os egípcios adoravam.

4. Por causa do pânico do diabo

Muitas das tribulações no final dos tempos serão ataques do diabo. Isso também é um sinal da nossa vitória. O diabo está bravo e assustado. Ele sabe que tem pouco tempo e que está perdendo a batalha.

Apocalipse 12.12 – “O diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta.”

A ira de Satanás é um sinal de seu pânico. Satanás está perdendo. Estamos vencendo-o pelo sangue do Cordeiro (Apocalipse 12.10).

5. Para purificar a nossa fé

Quando a nossa fé se mantém firme em meio a provações e testes, ela se fortalece ainda mais. Nosso caráter e integridade crescem.

Apocalipse 1.9 – “... vosso companheiro na tribulação, no reino e na perseverança”
Apocalipse 13.10 – “aqui está a perseverança e a fidelidade dos santos”
Apocalipse 14.12 – “aqui está a perseverança dos santos”

As tribulações no fim dos tempos serão como uma fornalha ardente. Se permanecermos fiéis, nossa paciência e perseverança crescerão. Nossa fé será refinada como o ouro.

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terça-feira, 26 de março de 2013

A Igreja é lugar para fracos

Posted by Angelo Bazzo on 06:02 | No comments

“A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas… Porque quando estou fraco, então, sou forte” (2 Co 12.9,10).
Às vezes, temos a impressão de que a conversão e o batismo no Espírito Santo nos tornam fortes. Pensamos que nossas fraquezas e vulnerabilidades humanas são eliminadas pelo poder do Espírito. Mas isso não é verdade.

O ambiente mais propício para o Espírito Santo operar é aquele em que o homem admite sua fraqueza e inutilidade. É possível ser tremendamente usado por Deus e, no mesmo instante ou logo após, sentir-se extremamente frágil e sem forças. Não há nenhuma contradição nessa situação, porque o “meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”.

Olhemos por um instante para a condição dos apóstolos antes de serem batizados no Espírito, durante os anos em que andaram com Jesus e foram enviados por ele, de dois em dois, para curar os enfermos, expulsar os demônios e ressuscitar os mortos (Mt 10.1,8). Apesar de serem usados por Deus com tanto poder e autoridade, descobrimos depois que ainda não eram nem convertidos! No fim, Jesus disse a Pedro: “Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para vos cirandar como trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, fortalece teus irmãos” (Lc 22.31,32).

O senso comum nos faz pensar que há uma progressão de maturidade na vida cristã e, somente quando atingirmos alguns dos níveis mais avançados, poderemos ter o tipo de poder que os discípulos tinham antes de se converterem. Mas Deus gosta de contrariar nosso senso de lógica humana.

Depois que os apóstolos foram batizados no Espírito, vemos uma mudança notável em todo o seu comportamento e maneira de ser. Ao invés de serem os caipiras medrosos, covardes, incrédulos, ambiciosos e tapados que vemos durante todo o período do ministério de Jesus, agora são corajosos, cheios de fé e compreensão dos mistérios de Deus, e enfrentam os líderes máximos da nação sem o menor sinal de hesitação ou temor.

Com certeza, o derramamento do Espírito muda a natureza humana e torna possível manifestar a vida divina como Jesus a manifestava quando estava aqui. Dito isso, porém, somos obrigados, através da leitura de Atos e das epístolas de Paulo, a admitir que a fraqueza humana não foi eliminada pelo batismo no Espírito. O mesmo homem, cuja sombra curava os doentes e cuja palavra fulminou Ananias e Safira, se mostra pusilânime ao extremo diante de preconceitos sociais. Apesar de não ter nenhum problema de consciência em comer com os irmãos gentios, Pedro se afastou deles quando chegaram alguns irmãos importantes de Jerusalém, e Paulo, um ministério muito mais novo que ele, teve que repreendê-lo por sua incoerência (Gl 2.11-14).
A igreja primitiva, em toda a sua glória e beleza, ainda manifestava as limitações e fraquezas humanas. Havia murmuração das viúvas helenistas porque estavam sendo esquecidas nas distribuições diárias, certamente por causa de algum preconceito étnico. Havia muitas coisas que os apóstolos não entendiam claramente e tinham que seguir em frente, tropeçando e cambaleando, seguindo a direção do Espírito. Isso não deve nos desanimar. Pelo contrário, deve nos encorajar a ir além, sabendo que Deus gosta de conceder o seu poder a vasos fracos e incompetentes.

Por outro lado, isso deve nos trazer um alerta bem forte: aquele que pensa que está em pé, tome cuidado para que não caia. Quem se sente forte não precisa orar, não precisa se cercar de irmãos e amigos para acompanhar seus passos e se intrometer em sua vida. São somente os fracos que precisam tomar esses cuidados.

A igreja gloriosa não será uma igreja sem fraqueza humana, sem vulnerabilidades expostas, sem limitações ou dúvidas. De forma alguma. Será, isso sim, composta por um povo no qual todos se sentem fracos e necessitados, verdadeiramente pobres de espírito, e que, justamente por causa disso, vivem em oração e em interdependência. Será uma comunidade em que todos se sentem responsáveis uns pelos outros e todos dão o direito aos outros de os repreenderem na medida em que isso se fizer necessário.

Deus vai envergonhar Satanás cabalmente através de um povo que não só é fraco, mas sabe que é fraco. O seu poder e a sua glória serão aperfeiçoados no meio da nossa fraqueza. A força que nos levará à vitória não será pelo fato de termos um tanque enorme de combustível, e sim por que, apesar de termos um tanque minúsculo, temos acesso constante a um imenso reservatório celestial. Se quisermos fazer parte daquilo que Deus pretende fazer nesses últimos dias, precisamos aprender logo essa lição.

A igreja não é lugar para fortes! Somente os fracos podem sobreviver nela. “Ele dá força ao cansado, e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se cansarão e se fatigarão, e os moços certamente cairão. Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças, subirão com asas como águias; correrão e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão”(Is 40.29-31).
Harold Walker
Fonte - http://www.revistaimpacto.com.br/a-igreja-e-lugar-para-fracos

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quarta-feira, 20 de março de 2013

D.A Carson - Deus não precisa de você

Posted by Angelo Bazzo on 12:18 | No comments


Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse.” (Atos 17.24-25)



Isso não é extraordinário? Deus não precisa de você. Ele certamente não precisa de mim. Ele não precisa de nossos grupos de louvor! Não é como se Deus chegasse à quinta-feira à tarde e comece a dizer: “Nossa, mal posso esperar até o domingo para eles arrasarem com as guitarras novamente! Estou me sentindo muito sozinho. Preciso de uma agitação aqui em cima.” Ele não precisa de nossa adoração. Ele não precisa de nosso dinheiro! Ele não precisa de nós! Não precisa de nada!
Na eternidade passada, antes que houvesse qualquer coisa, Deus era. E ele era inteiramente cheio de alegria e contentamento. E mesmo lá, ele já era um Deus de amor, pois, nas complexidades da unicidade de Deus, em categorias que veremos nesta série, o Pai amava o Filho! Chegarei a estas categorias. Havia uma alteridade dentro do próprio Deus! Ele não nos criou porque estava solitário e pensou: “Sabe, meu trabalho como Deus, seria um pouco mais palatável se eu fizesse um ou dois pra carregar minha imagem, que me bajulem de vez em quando.” Ele não precisa de nós.
Mas não me entenda mal. Isso não significa que ele não reage a nós. Que ele não se deleite em nós, que não se desagrade de nós. Não significa nada disso. Ele reage sim a nós. Mas ele reage não por causa de alguma necessidade intrínseca em seu próprio ser ou caráter. Mas ele responde a partir sua inteira volição de suas perfeições e vontade Não porque ele não prevê o futuro. Não porque ele deixou as coisas saírem do controle. Não porque abandonou sua soberania. Não porque ele não é soberano. Não porque ele tem um problema psicológico. Não porque ele precisa de alguma coisa. Mas por causa das perfeições de tudo o que ele é, características e atributos; ele responde sempre de acordo com seus atributos. O tempo todo. Ele nunca é menos que Deus.
Você consegue imaginar o quão difícil foi para Paulo conseguir apontar a cruz para um punhado de acadêmicos sofisticados cuja inteira noção de religião se baseava em “uma mão lava a outra”? E então, para ficar ainda mais complicado, Paulo adiciona outra linha: “O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais.” Nós precisamos dele.
Isso também vem de Gênesis 1, 2 e 3. Vida, fôlego e tudo mais. Quando o Senhor Jesus estava vivo no início do primeiro século, ele ensinou que nenhum pardal cai do céu sem a autorização de Deus. Até mesmo os cabelos de sua cabeça são contados. Isso significa, em meu caso, que Deus está fazendo uma contagem muito rápida. E ele conhece todos. Até os que desaparecem. E toda vez que respiro, é com sua autorização. Paulo nos lembra. Precisamos dele para a vida, a respiração e tudo mais. Para comida. Para saúde. Eu sou uma criatura completamente dependente. Não sou o Criador.
Agora, como você terá um relacionamento com um Deus assim? Ele não é apenas um vovô molenga, e não é distante. Ele é tão soberano quanto os deístas querem, mas é muito mais pessoal. E ele não tem nenhuma necessidade. Você não tem nada para barganhar. De fato, a única razão pela qual você ainda está vivo é por causa de sua permissão. Semana passada, um de meus amigos que leciona em um seminário em Dallas, um bom homem, professor de Novo Testamento. Já escreveu livros importantes. Tem três filhos. Um é missionário na Sibéria, um é missionário na Rússia, e o outro é missionário no Afeganistão. Tinha saído para se exercitar. Chegou em casa, deitou-se e morreu. Não havia nada que ele pudesse fazer a respeito. Se seu coração continua batendo, é porque Deus permite. Se ele alguma vez disser: “Tolo, esta noite te pedirão sua alma,” você morre. Ou se ele disser: “Venha para casa, meu filho. Agora é a hora. Seu trabalho terminou,” você vai.
Como barganhar com um Deus assim? “Deus, eu… eu te dou 10%!” Ele é seu dono! Ele é dono da sua vida! Ele é dono do planeta inteiro! O que isso significa? “Senhor, vou me tornar missionário. Isso fará de mim uma pessoa melhor?” “Vou me tornar diácono na igreja.” Não, não. Há apenas uma maneira de ter um relacionamento com esse tipo de Deus. Se ele demonstrar graça soberana. Porque ele não deve nada a você. Você e eu somos rebeldes. E não temos nada para barganhar.

Fonte - voltemosaoevangelho.com.br 

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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Em Busca de uma Geração que vai além

Posted by Angelo Bazzo on 02:26 | No comments

Por: Angelo Bazzo
Você sabia que a mediocridade pode levar mais pessoas para o inferno do que a imoralidade? Você duvida? Pense nisto: as pessoas que vivem em guerra franca contra a santidade de Deus têm mais consciência de seus pecados e fraquezas e, por esse motivo, têm mais chances de responder com arrependimento a um chamado de Deus do que aquelas que se posicionam a favor do Senhor, mas levam uma vida de total mornidão.
Embora extremamente comum na igreja, a mornidão é um estado que não combina nem um pouco com o cristianismo e o chamado de Jesus para segui-lo. É exatamente essa condição que tem gerado, nos nossos dias, “cristãos pela metade”, pessoas que não estão nem doentes nem saudáveis, nem frias nem avivadas, nem fortes nem fracas. Permanecer acomodado nesse status quo pode parecer inofensivo, mas, na verdade, constitui um dos maiores inimigos do povo de Deus, porque paralisa sutilmente o desejo do coração do Pai: que seus filhos vão além.
“Ir além” tem a ver com prosseguir, com caminhada, com jornadas. E Deus é um Deus de jornadas. Ele sempre teve um alvo final e para isso trabalha e tem trabalhado na História com o objetivo de levar-nos a um glorioso fim. Em toda a Escritura, podemos ver convites e alertas de Deus chamando diversos homens, em diversas épocas, para prosseguir e ir além, para chegar à reta final. Veremos agora algumas “tríades” ou “sequências de três” que aparecem em toda a Bíblia e que nos ensinam sobre esse chamado comum a todo cristão.
Os Patriarcas
Deus chamou Abraão para realizar seu desejo eterno de formar um povo. Só que isso não aconteceu na vida de Abraão. Foi necessário vir Isaque e, depois, Jacó. Foi somente em Jacó que as 12 tribos (12 na Bíblia nos fala frequentemente sobre o Reino de Deus) tornaram-se realidade.
Quando pensamos em Abraão, Isaque e Jacó, devemos lembrar que foram, literalmente, um pai, um filho e um neto. Nessa sequência de três gerações, foi somente na geração dos netos que o povo de Israel foi constituído. Se com Israel, naqueles dias, foi assim, entre nós não será diferente. Nada romperá em nossa geração se não estivermos ligados, aliançados com as gerações anteriores. Muitas vezes, o que mais desejamos é romper com o nosso passado, enquanto Deus quer que nos unamos com aqueles que vieram antes de nós a fim de somar as revelações de cada geração anterior com as atuais (Sl 33.11).
Abraão é o exemplo de uma geração desbravadora, que entrou no novo de Deus. Ele é como o pai de um novo mover de Deus na Terra. Assim como ele, houve vários irmãos, alguns que já morreram e outros que estão bem velhos, que iniciaram um novo rumo do mover de Deus no Brasil. Eu poderia citar o nome de muitos aqui, mas desejo apenas que você pense em alguns de 80, 90 e, até mesmo, 100 anos de idade que iniciaram coisas novas em nossa nação e no mundo. Esses foram como um Abraão, deixando de lado tudo o que lhes era comum e partindo para desbravar algo novo.
Já Isaque representa aquela figura que dá continuidade ao trabalho do pai. Ele é mais pacífico, não precisou enfrentar tantas lutas quanto seu pai, pois o caminho já estava mais desbravado. É, também, uma figura de Jesus, porque obedece a tudo o que o Pai falou. Sua missão não foi inventar nada novo, mas obedecer e permanecer naquilo que o Pai lhe ordenara. Da mesma forma, a Geração de Isaque não faz nada novo, mas, com um espírito de obediência e constância, mantém a chama do testemunho acesa.
Finalmente, em Jacó, um homem totalmente perdido, cheio de erros, que não segue o estilo do pai, posso ver a minha geração e, até mesmo, minha própria vida. Os três patriarcas formam uma parábola sobre identidade e geração, pois o nome de cada um tinha um significado ligado à sua missão. Jacó tinha uma identidade toda defasada, com inúmeras falhas, assim como acontece comigo e com a minha geração. Temo-nos perdido em relativismos e homossexualidade. Somos uma geração com mente líquida, sem absolutos, que não sabe relacionar-se com o próximo porque passa horas diante de um televisor.
Porém, há algo interessante na trajetória de Jacó. Em Gênesis 28, vemos como Jacó recebeu a visão da casa de Deus, mostrando a ligação entre o céu e a terra. É obvio que esse neto, totalmente fora do padrão do avô e do pai, não merecia essa revelação; mesmo assim, foi dada a ele por pura graça divina.
No Salmo 24, o salmista fala de uma geração santa que busca a face do Deus de Jacó. Pergunto-me por que Davi não citou “o Deus de Abraão” ou “o Deus de Isaque”? Creio que o motivo de associar Jacó com “santidade”, mesmo sendo ele quem foi, é porque a geração de mãos limpas e coração puro, que vai levantar os portais eternos de suas almas para receber o Rei da glória na segunda vinda, é uma geração que buscará a face de Deus como Jacó buscou. E como Jacó buscou a face de Deus? Até mancar, até ser marcado. Deus quer marcar esta geração atual apesar de ter o passado cheio de erros e falhas, porque, onde abundou o pecado, superabundou a graça.
Somos chamados como geração atual para ir além, sabendo que, mesmo sendo pecadores, somos totalmente amados por Deus. Ele quer nos dar a visão de sua casa, quer que a somemos com a visão e revelação dos nossos pais (aqueles que vieram antes de nós), para que sejamos animados a ir além como geração e buscar a sua face, como Jacó a buscou.
A Geografia Bíblica
Existem três lugares geográficos na história do povo de Israel que, além de aparecerem frequentemente, representam regiões espirituais na nossa jornada pessoal e na caminhada coletiva do Corpo de Cristo. São eles: o Egito, o Deserto e a Terra Prometida.
O Egito representa o mundo e a vida no pecado. Faraó representa aquele que escraviza as pessoas no pecado – Satanás. Após a escravidão no Egito, é preciso passar pelo Deserto, um lugar intermediário entre o Egito e a Terra Prometida. Durante a peregrinação do povo de Deus no deserto, foram-lhe revelados a Palavra de Deus e o modelo do tabernáculo. Apesar de ser um lugar de provação, é no deserto que Deus tem uma oportunidade singular de falar com seu povo.
O destino final é a Terra Prometida. O propósito de sair do Egito é chegar lá. É também o lugar onde a lei (que foi recebida no deserto) deveria ser plenamente vivida. Muitas ordenanças recebidas no deserto não podiam ser praticadas no deserto, como, por exemplo, a celebração da Festa dos Tabernáculos e o estabelecimento do lugar único para cultuar a Deus (Dt 12). A terra é um lugar onde tudo o que foi aprendido no deserto seria praticado, onde Deus reinaria sobre seu povo.
Olhando para essas figuras, costumo me perguntar: em que ponto da minha jornada com o Senhor eu estou agora? Certamente, não estou no Egito, pois o Senhor, nosso Libertador, com mão forte e braço estendido, soberanamente libertou-me da escravidão a Satanás. Mas, tão certo quanto isso, posso afirmar que também não estou vivendo plenamente na prática do Reino. E isso não só se aplica a mim, mas vejo que o povo de Deus em geral também não tem entrado, por completo, na sua herança. Não temos experimentado a plenitude da bênção de Deus como povo; não estamos em avivamento, não temos a “normalidade” da igreja de Atos.
Será que é correto nos contentarmos em ser “livres do pecado”? Alguns não entendem que ser livre do pecado é conhecer apenas 50% da santidade. Ser santo não é apenas ser separado do pecado, mas também ser totalmente separado para Deus. Ser povo de Deus não é só sair do Egito, mas entrar na Terra. Não devemos fazer parte da geração que morreu no deserto. Somos chamados para ir além, para não nos contentar com o deserto ou com a vida nesse mundo, mas para ansiar pelo propósito final: a entrada na Terra Prometida, a prática do Reino de Deus.
O Tabernáculo
Na epístola aos Hebreus, Cristo é revelado como a realidade da qual o tabernáculo era figura. Nossa experiência prática de Cristo tem relação com as três partes do tabernáculo: Átrio, Santo Lugar e Santo dos Santos.
A experiência do átrio fala sobre a nossa conversão. Nele, havia o altar de holocausto, representando a Cruz de Cristo, e a bacia de bronze para os sacerdotes se lavarem, representando o batismo nas águas.
A experiência do Santo Lugar indica o batismo no Espírito Santo e a experiência com a Palavra e a oração. Cada uma dessas experiências é representada por um móvel específico dentro do Santo Lugar. O candelabro continha fogo e óleo, que são figuras do Espírito Santo, e que aponta tanto para o batismo no Espírito, quanto para as demais experiências com os dons. A mesa dos pães representa a experiência com a Palavra, uma vida devocional, o prazer de meditar diariamente na Palavra e ter novas revelações sobre Jesus nas Escrituras. O altar de incenso fala sobre uma vida de intercessão.
Todas essas experiências, por melhores que sejam, são um meio para um fim, não um fim em si mesmas. Poucos cristãos, contudo, encaram-nas dessa forma, e alguns nem mesmo chegam a viver a realidade do Santo Lugar, como o batismo no Espírito Santo ou a verdadeira iluminação da Palavra de Deus. A verdade é que o alvo de Deus é conduzir-nos ao Santo dos Santos. Ele nos chama para ir além, além da conversão, além, também, do batismo no Espírito, além da experiência da Palavra ou da oração como algo em si mesmo. Fomos chamados para ter a experiência do Santo dos Santos – o lugar onde a glória de Deus está. Fomos chamados para ir além da experiência reformada, do encontro com a realidade da cruz e da graça. Fomos chamados para ir além da experiência pentecostal e dos dons do Espírito Santo. A última geração vai descobrir, na prática, a diferença entre a unção do Espírito e a visão da glória de Deus. Precisamos ir além e ver Deus face a face.
As Festas Bíblicas
Outra tríade interessante é das festas do povo de Israel. Deus ordenou que todos subissem três vezes ao ano para Jerusalém para celebrar as festas do Senhor. Se você examinar o significado das três viagens ou celebrações, verá que correspondem às três partes do tabernáculo ou às três experiências na vida cristã.
A primeira viagem do ano era para comemorar a festa da Páscoa, que representava a saída do povo do Egito e, consequentemente, a conversão. A segunda festa, Pentecostes, simboliza a entrega da Lei no deserto e tem relação com o batismo no Espírito Santo (a lei de Deus em nosso coração). A terceira festa, a Festa de Tabernáculos, corresponde à Segunda Vinda de Cristo, quando o tabernáculo de Deus estará entre os homens.
Na história da Igreja, vemos que, após um longo período de decadência, que se estendeu aproximadamente do século 2 ao século 15, Deus restaurou seu testemunho seguindo a ordem das três festas. Com Lutero e os outros reformadores, a realidade da Páscoa foi restaurada por meio da doutrina da justificação. Durante um longo período, a salvação, a graça e a cruz foram enfatizadas. Nos movimentos pentecostal e carismático, especificamente no século 20, houve a restauração da realidade da Festa de Pentecostes. Durante esse período, praticamente todas as denominações foram tocadas pelo Espírito Santo, e voltou a ênfase da primeira igreja no batismo no Espírito Santo, no dom de línguas, de cura e em vários outros.
Hoje em dia, existem igrejas para cada uma dessas festas. As igrejas mais históricas, por exemplo, enfatizam a experiência da Páscoa. Já as igrejas pentecostais, como o próprio nome diz, enfatizam mais as experiências do Pentecostes, com o mover do Espírito. Mas é chegado o tempo de irmos além, de vermos a geração da Festa de Tabernáculos, homens e mulheres que vivem em prol da segunda vinda de Cristo, que anseiam pelo dia em que o tabernáculo de Deus estará entre os homens.
Ir Além no Novo Testamento
Além de todas essas figuras que aparecem no Velho Testamento, encontramos em Filipenses três passagens que mostram claramente esse anseio de Deus, sob três perspectivas diferentes.
Deus nos leva além
“Estou convencido de que aquele que começou boa obra em vocês, vai completá-la até o dia de Cristo Jesus” (Fp 1.6).
Veja que Paulo afirma que Deus começou algo naqueles irmãos, e o próprio Deus os levaria além. Assim, podemos ver por que ir além é tão importante, pois o próprio Deus está indo além. Você quer acompanhá-lo?
O homem indo além
“Irmãos, não penso que eu mesmo já o tenha alcançado, mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que ficaram para trás e avançando para as que estão adiante, prossigo para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3.13,14).
Temos aqui a biografia de um homem de Deus, o sentimento de um homem cheio do Espírito. O resultado de sua vivência com o Senhor foi tornar-se um homem que, como Deus, estava prosseguindo. Deus estava indo além, e Paulo o estava acompanhando. Muitos cristãos estão totalmente presos ao passado, tentando trazer Deus de volta ao passado para fazer tudo dar certo como no tempo que já passou, enquanto ele está em um novo movimento de sua graça. Isso nos mostra que sempre é tempo de prosseguir, avançando para o alvo.
Deus e o homem, juntos, indo além.
“Desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor; porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.12,13).
Somos chamados para ir além na nossa salvação, desenvolvendo e crescendo nesse presente que nos foi dado por Deus. E qual o motivo de fazer isso? Porque Deus o está fazendo. Devemos ir além, em nossa salvação, porque Deus está indo além. Essa é uma caminhada conjunta.
Portanto, irmãos, somos chamados, como Jacó, para lutar com Deus em oração a fim de podermos contemplar a sua glória no Santo dos Santos e sermos capacitados para possuir a Terra Prometida – a prática do Reino de Deus. Somente assim, estaremos prontos como povo de Deus para celebração da Festa de Tabernáculos: a Volta de Jesus.
“Não que já a tenha alcançado, ou que seja perfeito; mas vou prosseguindo, procurando alcançar aquilo para que também fui alcançado por Cristo Jesus” (Fp 3.12).
Os Patriarcas:    ABRAÃO – ISAQUE  -  JACÓ       
Geografia Bíblica:    EGITO -  DESERTO  -  TERRA PROMETIDA       
O Tabernáculo:    ÁTRIO -  SANTO LUGAR  -  SANTO DOS SANTOS       
As Festas Bíblicas:    PÁSCOA -  PENTECOSTES  -  TABERNÁCULOS

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Posted by Angelo Bazzo on 02:24 | No comments

Todo o Israel Será Salvo – Fundo Profético
O corpo messiânico em Israel acredita unanimemente que “todo o Israel será salvo” (Romanos 11.26). A ideia de que uma nação – Israel – é predestinada a receber um avivamento nacional é um conceito radical. É tão radical que não podemos fundamentá-la em apenas um versículo, mesmo vindo de Paulo (Saulo) o apóstolo. Para podermos acreditar nessa promessa, é preciso que seja um princípio desenvolvido em toda a Escritura.

Foram os profetas antigos de Israel que receberam as primeiras revelações sobre a salvação de Israel. E foi de suas profecias que Paulo recebeu a autoridade bíblica para fazer aquela afirmação ousada de Romanos 11.
Isaías 45.17 – Israel será salvo em YHVH [Iavê ou Jeová], com salvação eterna.
Isaías 45.25 – Em YHVH, toda a descendência de Israel será justiça e louvor.
Isaías 46.13 – Darei salvação a Israel, a minha glória.
Isaías 60.21 – Todos do teu povo serão justos e herdarão a Terra para sempre.
Este último versículo deu base ao ensinamento rabínico de que todos os judeus religiosos têm salvação eterna. “Todo o Israel tem parte no mundo vindouro, como está escrito: ‘Todos os do teu povo serão justos” (Masechet Avot 1.1). A interpretação de que as profecias de Isaías se referem a salvação nacional e eterna tem paralelos na Nova Aliança e no Talmude/Mishná – obviamente, com aplicações bem distintas.

Os outros profetas, especialmente Jeremias, continuaram na mesma perspectiva de Isaías, abrindo, por sua vez, o caminho para a revelação de Paulo em Romanos.
Jeremias 23.6 – Nos seus dias, Judá será salvo.
Jeremias 30.7 – Tempo de grande tribulação para Jacó, mas ele será salvo do meio dela.
Jeremias 31.7 – YHVH salva o teu povo, o remanescente de Israel.
Jeremias 33.16 – Naqueles dias, Judá será salvo.
Os contextos dessas passagens são profecias descrevendo o rei messiânico, a restauração de Israel e a Nova Aliança. Os primeiros capítulos de Jeremias falam sobre o juízo de Deus sobre Israel, enquanto que os últimos capítulos mostram o juízo divino sobre as nações. Bem no meio, há uma seção poética e profética que trata da restauração de Israel. Jeremias 30-33 forma um paralelo a Romanos 9-11, que contém a tese de Paulo sobre a restauração de Israel também.

Jeremias 31.7 afirma que o tempo do avivamento nacional de Israel será durante a grande tribulação. O avivamento de Israel e a tribulação do tempo do fim são concomitantes. Outros profetas continuaram com a mesma percepção, descrevendo igualmente o avivamento de Israel no contexto de tribulação no tempo do fim:
Daniel 12.1 – Tempo de tribulação como nunca houve até então; nesse tempo, o teu povo será salvo.
Joel 2.31-32 – O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia de YHVH... Todo aquele que invocar o nome de YHVH será salvo, porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento.
Zacarias 12.7 – YHVH salvará primeiramente as tendas de Judá.
A visão de avivamento nacional em Israel no fim dos tempos é confirmada por profetas de todos os períodos em Israel, principalmente os últimos. A raiz da autoridade bíblica para esse conceito vem lá do início, das profecias de Moisés na Torá.
Deuteronômio 33.29 - Feliz és tu, ó Israel, um povo salvo por YHVH.
Não enfatizaríamos a salvação de Israel se fosse apenas um versículo isolado no livro de Romanos. Porém, a restauração de Israel, o remanescente e o avivamento durante a tribulação no tempo do fim são temas centrais nas Escrituras, desde a Torá até a Nova Aliança.

fonte http://www.revistaimpacto.com.br/direto-de-jerusalem-para-sua-caixa-postal-toda-semana

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